ESPONDILOLISTESE: Anterolistese - Retrolistese
A espondilolistese é um deslizamento anterior ou posterior, com subluxação do corpo da vértebra superior sobre a vértebra inferior. Deslizamento que em algumas situações é possível devido anormalidade em articulações interfacetárias. O local mai comum encontrado é entre L5-sacro, L4-L5.
Classificação:
Ístimica: há defeito anatômico no par articular. Lítica: resulta em uma fratura por estresse da parte interarticular;
Displástica ou Congênita: ocorre entre L5-S1. O sacro não é suficientemente forte para suportar o peso e a pressão, deformando as facetas. Manifesta-se comumente durante o estirão do crescimento entre 12-16 anos.
Degenerativa: resulta da instabilidade intersegmentar prolongada, remodelando processos articulares ao nível da lesão. Também ocorre por múltiplas e pequenas fraturas por compressão do processo articular inferior da vértebra. Mais comum acima dos 40 anos e mulheres no nível de L4-L5.
Patológica: secundária a uma doença metabólica, metastática ou infecciosa. (raro)
Traumática: resulta em uma fratura aguda em alguma parte da vértebra permitindo então a ocorrência do deslizamento.
Sinais e sintomas: dor lombar com ou sem irradiação para a região sacro-ilíaca ou em membros inferiores. Apresenta dor na extensão lombar, comumente apresenta uma hiperlordose e sintoma de parestesia. A dor lombar aumenta quando permanece em pé e alivia ao deitar, e também pode apresentar um “degrau” na região lombo sacro.
Diagnóstico: pode ser suspeita a partir da anamnese com o paciente. São necessários radiografias para confirmação do diagnóstico, avaliação do grau e direção da espondilolistese.
Tratamento: leva-se em conta a severidade (grau) e tipo da causa. Normalmente instrui-se exercícios para reduzir a hiperlordose lombar e fortalecer os músculos envolvidos. Em alguns casos a cirurgia é indicada onde há evidência de estenose do canal vertebral, compressão da cauda eqüina, lesão dos neurônios motores inferiores e deslizamento acima de grau II.
Tratamento quiroprático: o ajuste não é contra-indicado, manipulação da articulação adjacente, evitando-se a envolvida. Em alguns casos manipula-se a região sacro-ilíaca. Na maioria dos casos os ajustes são reduzidos após melhora dos sintomas devido a baixa estabilidade estrutural.



8 comentários:
eu sofro deste problema, e qual esporte eu posso praticar o futebol é possivel.
já fiz duas cirurgias na coluna lombar (L4,L5-S1) com colocação de parafusos(espondilolistese grau II para grau III)em espaço de tempo de 4 anos e agora sinto dores ña coluna cervical com irradiação para os ombros, esse meu problema na região lombar afetou agora a cervical?
Fiz cirurgia de espondilolistese na L4,L5-S1(com colocação de parafusos) à quase cinco anos,não consigo um bom senso geral dos médicos em relação a minha alta, apesar de que ainda sinto dores e percebo algumas limitações, uma minoria acha que eu estou curado e o restante não consegui definir o que posso fazer(quais atos da vida em geral posso executar) sem prejudicar a minha coluna. pergunto> estou pronto para exercer minhas atividades normais?
Boa Noite!! Infelizmente não posso opinar sobre sua situação levando em conta somente seu relato de caso. É fundamental sua avaliação física, ortopédica e de seus exames complementares. Agradeço sua colaboração e estou a disposição para esclarecimentos. Abraços, Bridi
Existe sim a possíbilidade de realizar atividades físicas normalmente, tendo em vista que avaliado o caso e o grau de espondilolistese que está apresentando. Futebol é um dos esportes que poderia sim exercer sem problemas, mas lembre-se que a avaliação do paciente é fundamental para o prognóstico.
Fiz ressonância magnética da região lombar e bacia. Acusou anterolistese grau I de L4 sobre L5 devido à lise istmica bilateral de L4.Foi identificado também estenose do canal raquiano e dos neuroforâmes com hipertrofia do ligamento amarelo,hérnia discal postero-lateral à esquerda comprimindo o saco tecal ântero-lateralmente assim como a raiz de L2 ipsilateral,nodulo de Schmorl no platô ântero-inferior de D11.Na bacia foi encontrada osteoartrose coxo-femural bilateral com redução dos espaços e leve edema ósseo medular reacional na região mais anterior do teto acetabular.O nuero-cirurgião foi enfático ao indicar a cirurgia. Terá necessidade? Estou tomando vários medicamentos e fisioterapia.
Boa Noite. O senhor tem um quadro montado e amparado pelos exames complementares. Existem algumas prioridades no seu tratamento. A quiropraxia pode lhe ajudar e muito no tratamento destas alterações mecânicas que estão dispostas. lembro-lhe que demais informações a respeito de seu caso ficam restritas junto a avaliação física e de seus exames, utilizando-se de testes específicos para o caso.
Estou a disposição caso precise.
Atenciosamente
Bridi
Boa tarde Dr. Roberto Briddi.
Realizei raio-x e ressonância magnética onde constatei discreta anterolistese de L3 sobre L4 grau 1 com espondilólise de L3.
Pequeno derrame articular interfacetário nos níveis L3 - L4 (á esquerda) e L4 - L5 (bilateralmente).
Desidratação discal difusa.
Abaulamento discal difuso no nível L3-L4 e L4-L5.
Tenho 51 anos e já realizei várias maratonas, porém hoje corro muito pouco, gostaria de saber do Sr. qual o tratamento mais adequado para meu problema para que eu possa voltar correr um pouco mais e sem dor.
Obrigada pela atenção.
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