sexta-feira

Pubeite - Pubalgia: Como intensificar a recuperação


A pubalgia, conhecida também como pubeíte, nada mais é do que uma condição dolorosa da sínfise púbica ou na origem da musculatura adutora que piora progressivamente com o esforço físico.

A pubalgia torna-se cada vez mais comum no meio desportivo, principalmente entre os jogadores de futebol, tenistas e corredores de longa distância como resultado de movimentos corporais compensatórios causados por gestos repetitivos durante a atividade física.

A pubalgia crônica tem como principais causas o encurtamento dos músculos posteriores da coxa, a sobrecarga à musculatura adutora da coxa e a fraqueza dos abdominais.

Durante análise quiroprática da biomecânica do quadril e coluna lombar observam-se alterações que devem ser corrigidas, normalmente a pelve está rotada em ambos os lados e a região lombar apresenta subluxações compensatórias. Ambos os desalinhamentos devem ser corrigidos através de técnicas específicas e realizados por um quiropraxista qualificado para o mesmo. Outras técnicas quiropráticas devem ser anexadas ao tratamento resultando em uma condição de melhora com maior rapidez e eficiência.




Essa área da sínfise é particularmente suscetível às forças de cisalhamento durante determinadas atividades atléticas, como a corrida, o salto e o chute. Nesse momento, a sínfise movimenta-se para cima e para baixo, chegando a rotar levemente, o que facilita o microtrauma.

Como é pequeno o suprimento sangüíneo nessa área, ela não está muito bem preparado para suportar esse estresse, podendo desenvolver uma inflamação aguda chamada de osteíte púbica.
Os sintomas da pubalgia diferem de um atleta para outro, mas caracteriza-se por dor em vários níveis distintos da cintura pélvica relacionado com a prática desportiva; dor ao nível da região inguinal e até na coluna lombar

A sintomatologia se apresenta em quatro estágios evolutivos:
1o-) a dor aparece depois de um jogo;
2o-) a dor aparece durante o jogo;
3o -) a dor aparece ao se começar a atividade física e;
4o -) a dor se desencadeia em repouso e os mínimos movimentos.

O diagnóstico é fundamentalmente clínico, através da detecção de sinais e sintomas.

Tardiamente podem aparecer sinais radiológicos característicos.

O diagnóstico diferencial da pubalgia são muitos e variados, incluindo hérnia inguinal e femural, doenças do tecido conectivo, prostatite, uretrites, causas iatrogênicas secundárias a procedimentos pélvicos, separação da sínfise púbica causada pelo parto (gestantes), doenças neurológicas e infecções.

Testes e sinais diagnósticos como Manobra de Grava e Teste do Flamingo podem ser utilizados para auxiliarem.

Tratamento:Temos conseguido ótimos resultados com a quiropraxia associada à fisioterapia. Tratar o púbis localmente, não resolveria o problema, pois não se trataria as causas e sim os sintomas. As condutas adotadas dependem dos desvios encontrados na avaliação estática e dinâmica das partes envolvidas, portanto, as alterações biomecânicas devem ser corrigidas pelo quiropraxista e associada com o tratamento feito pelo fisioterapeuta.

Referências
ÁLVAREZ, Juan José Ramos. Pubialgia: un enfoque multidisciplinar. Disponível www.periodismodeportivo.com.ar/periodismo/2002/catri1ro/26abril/lesiones.htm. Acesso em: 19 maio 2003.

IDE, Maiza Ritomy; CAROMANO, Fátima Aparecida. Pubalgia: causas e possibilidades terapêutica. Revista Fisioterapia Brasil, Atlântica, v. 3, n. 6, p. 403-414, nov./dez. 2002.

MELLION, Morris B. Segredos em medicina desportiva. Porto Alegre : Artes médicas, 1997.

WILLIANS, Paul R., THOMAS, Daniel P.; DOWNES, Edward M. Osteitis pubis and instability of the pubic symphysis: whwn nonoperative measures fail. The Americam Journal of Sports Medicine, v. 28, n. 3, p. 350-355, 2000.



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